I never wanted to be your whole life - Just your favorite part
Thursday, July 28, 2011
Wednesday, July 27, 2011
Há momentos
Há momentos na vida em que sentimos tanto
a falta de alguém que o que mais queremos
é tirar esta pessoa de nossos sonhos
e abraçá-la.
Sonhe com aquilo que você quiser.
Seja o que você quer ser,
porque você possui apenas uma vida
e nela só se tem uma chance
de fazer aquilo que se quer.
Tenha felicidade bastante para fazê-la doce.
Dificuldades para fazê-la forte.
Tristeza para fazê-la humana.
E esperança suficiente para fazê-la feliz.
As pessoas mais felizes
não têm as melhores coisas.
não têm as melhores coisas.
Elas sabem fazer o melhor
das oportunidades que aparecem
em seus caminhos.
A felicidade aparece para aqueles que choram.
Para aqueles que se machucam.
Para aqueles que se machucam.
Para aqueles que buscam e tentam sempre.
E para aqueles que reconhecem
a importância das pessoas que passam por suas vidas.
(momentos the clarice lispector)
Tuesday, July 26, 2011
O nosso amor
Se o nosso amor pudesse ter sido uma flor teria sido uma orquidea branca; delicada, genuina, autentica, simples, requitada, forte, surpreendentemente bonita, pura, iluminada e intensa na sua existência. teria sido sem duvida uma orquidea...
Monday, July 25, 2011
"Pertencer" (de Clarice Lispector)
Tenho certeza de que no berço a minha primeira vontade foi a de pertencer. Por motivos que aqui não importam, eu de algum modo devia estar sentindo que não pertencia a nada e a ninguém. Nasci de graça.
Se no berço experimentei esta fome humana, ela continua a me acompanhar pela vida afora, como se fosse um destino. A ponto de meu coração se contrair de inveja e desejo quando vejo uma freira: ela pertence a Deus.
Exactamente porque é tão forte em mim a fome de me dar a algo ou a alguém, é que me tornei bastante arisca: tenho medo de revelar de quanto preciso e de como sou pobre. Sou, sim. Muito pobre. Só tenho um corpo e uma alma. E preciso de mais do que isso.
Com o tempo, sobretudo os últimos anos, perdi o jeito de ser gente. Não sei mais como se é. E uma espécie toda nova de "solidão de não pertencer" começou a me invadir como heras num muro.
Se meu desejo mais antigo é o de pertencer, por que então nunca fiz parte de clubes ou de associações? Porque não é isso que eu chamo de pertencer. O que eu queria, e não posso, é por exemplo que tudo o que me viesse de bom de dentro de mim eu pudesse dar àquilo que eu pertenço. Mesmo minhas alegrias, como são solitárias às vezes. E uma alegria solitária pode se tornar patética. É como ficar com um presente todo embrulhado em papel enfeitado de presente nas mãos - e não ter a quem dizer: tome, é seu, abra-o! Não querendo me ver em situações patéticas e, por uma espécie de contenção, evitando o tom de tragédia, raramente embrulho com papel de presente os meus sentimentos.
Pertencer não vem apenas de ser fraca e precisar unir-se a algo ou a alguém mais forte. Muitas vezes a vontade intensa de pertencer vem em mim de minha própria força - eu quero pertencer para que minha força não seja inútil e fortifique uma pessoa ou uma coisa.
Quase consigo me visualizar no berço, quase consigo reproduzir em mim a vaga e no entanto premente sensação de precisar pertencer. Por motivos que nem minha mãe nem meu pai podiam controlar, eu nasci e fiquei apenas: nascida.
No entanto fui preparada para ser dada à luz de um modo tão bonito. Minha mãe já estava doente, e, por uma superstição bastante espalhada, acreditava-se que ter um filho curava uma mulher de uma doença. Então fui deliberadamente criada: com amor e esperança. Só que não curei minha mãe. E sinto até hoje essa carga de culpa: fizeram-me para uma missão determinada e eu falhei. Como se contassem comigo nas trincheiras de uma guerra e eu tivesse desertado. Sei que meus pais me perdoaram por eu ter nascido em vão e tê-los traído na grande esperança.
Mas eu, eu não me perdôo. Quereria que simplesmente se tivesse feito um milagre: eu nascer e curar minha mãe. Então, sim: eu teria pertencido a meu pai e a minha mãe. Eu nem podia confiar a alguém essa espécie de solidão de não pertencer porque, como desertor, eu tinha o segredo da fuga que por vergonha não podia ser conhecido.
A vida me fez de vez em quando pertencer, como se fosse para me dar a medida do que eu perco não pertencendo. E então eu soube: pertencer é viver. Experimentei-o com a sede de quem está no deserto e bebe sôfrego os últimos goles de água de um cantil. E depois a sede volta e é no deserto mesmo que caminho!
Clarice Lispector
Friday, July 22, 2011
Aceitação
Hoje senti-me fraca e sem forças senti-me que valia pouco a minha existência e que até a podia qualificar de excedentária; fizeram-me sentir assim e eu permiti. quis desistir e desaparecer e até magiquei forma para tal. À noite deitada na cama as lágrimas caiam-me pelo rosto e na escuridão do meu quarto eis que aparece um pequena luz que gatinhando até junto do meu ouvido me diz "mummy preciso de um abraço". o meu coração apertou e a vergonha foi mais que muita. com apenas 5 anos de idade, mas dotado de uma generosidade que não há igual, o meu filho abanou o egoismo da minha existência e fez-me reconhecer o acto da aceitação pura e simples.
Ele fê-lo não porque ele precisava de um abraço, mas porque ele sentiu que eu precisava de pertencer e num golpe de firmeza reiterou" mummy não ligues são apenas patetinhas, gosto muito de ti mummy". sem palavras, fiquei-me a olhar para ele e reconheci-me na sua essência - uma essência com valor. reconheci o valor dos afectos, reconheci o valor da tenacidade, reconheci o valor da compaixão e o valor de que a vida é muito mais do que maus momentos.
Limpei as lágrimas e na intimidade da minha consciência reconheci que não sou perfeita que não posso agradar a todos e que somos todos diferentes. não vale a pena questionar porque me fazem sentir pequena, porque me gostam de diminuir, porque falam de mim, porque tentam encontrar e denunciar os meus erros ou acentuar as minhas imperfeições. não vale a pena. Vale sim a pena, nessas adversidades, potenciar aquilo que sou de melhor e aceitar aquilo que vivo como uma aprendizagem. não é um exercicio fácil de fazer porque a raiva toma conta de nós, mas se uma criança de 5 anos nos indica o caminho não temos como não tentar.
Tuesday, July 19, 2011
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